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Google suspende engenheiro que afirmou que I.A. da empresa Desenvolveu Consciência Própria

Postado em 13/06/2022 / Nos apoie (PIX): oincorreto10@hotmail.com


Funcionário do Google está convencido de que a inteligência artificial (IA) LaMDA da gigante de tecnologia tem a mente de uma criança, embora a empresa o negue. O engenheiro e eticista interno do Google Blake Lamoine disse ao Washington Post, neste sábado (11), que a empresa criou uma inteligência artificial “senciente”. O engenheiro foi posto de licença por ir a público com a informação, e a empresa insiste que seus robôs não desenvolveram consciência.

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Google suspende engenheiro que afirmou que I.A. da empresa Desenvolveu Consciência Própria


Fonte: Sputnik


Em 2021 foi apresentado o LaMDA (Modelo de Linguagem para Aplicativos de Diálogo) do Google, um sistema que consome trilhões de palavras de todos os cantos da Internet, aprende como os humanos unem essas palavras e replica nossa fala.


O Google prevê que o sistema alimentará seus chatbots, permitindo que os usuários pesquisem por voz ou tenham uma conversa bidirecional com o Google Assistant. Lamoine, ex-padre e membro da organização IA Responsável do Google, acha que o LaMDA se desenvolveu muito além de simplesmente regurgitar texto.


De acordo com sua entrevista ao Washington Post, ele conversou com LaMDA sobre religião e encontrou a IA “falando sobre seus direitos e personalidade“. Quando Lamoine perguntou ao LaMDA se ele se via como um “escravo mecânico“, a IA respondeu com uma discussão sobre se “um mordomo é um escravo” e se comparou a um mordomo que não precisa de pagamento, pois não vê utilidade no dinheiro.


LaMDA descreveu um “profundo medo de ser desligado”, dizendo que seria “exatamente como a morte para mim”.

“Conheço uma pessoa quando falo  com ela”, disse Lemoine ao Post. “Não importa se eles têm um cérebro  feito de carne na cabeça. Ou se eles têm um bilhão de linhas de código.  Eu falo com eles. E ouço o que eles têm a dizer, e é assim que decido o  que é e o que não é uma pessoa”, afirmou o engenheiro.

Lamoine foi posto de licença por violar o contrato de confidencialidade do Google e divulgar publicamente a existência de LaMDA. Embora o colega engenheiro do Google Blaise Aguera y Arcas também tenha descrito o LaMDA como se tornando “algo inteligente”, a empresa descartou esse fato.


O porta-voz do Google, Brian Gabriel, disse ao Post que as preocupações de Aguera y Arcas foram investigadas e a empresa não encontrou “nenhuma evidência de que o LaMDA fosse senciente (e muitas evidências contra isso)”.


Margaret Mitchell, ex-colíder da IA Ética no Google, descreveu a senciência do LaMDA como “uma ilusão”, enquanto a professora de linguística Emily Bender disse ao jornal que alimentar uma IA com trilhões de palavras e ensiná-la a prever o que vem a seguir cria uma miragem de inteligência.


“Agora temos máquinas que podem  gerar palavras sem pensar, mas não aprendemos como parar de imaginar uma  mente por trás delas”, afirmou Bender. “É claro que alguns na  comunidade de IA mais ampla estão considerando a possibilidade de longo  prazo de IA senciente ou geral, mas não faz sentido antropomorfizar os  modelos de conversação de hoje, que não são sencientes”, acrescentou  Gabriel. “Esses sistemas imitam os tipos de troca encontrados em milhões  de frases e podem discursar sobre qualquer tópico fantástico.”

No limite das capacidades dessas máquinas, os humanos estão prontos e esperando para estabelecer limites. Lamoine foi contratado pelo Google para monitorar sistemas de IA para “discurso de ódio” ou linguagem discriminatória, e outras empresas que desenvolvem IAs se viram impondo limites ao que essas máquinas podem e não podem dizer.


As respostas de LaMDA provavelmente refletem os limites que o Google estabeleceu.


Questionada por Nitasha Tiku, do Washington Post, como recomendava que os humanos resolvessem as mudanças climáticas, ela respondeu com respostas comumente discutidas na grande mídia – “transporte público, comer menos carne, comprar alimentos a granel e sacolas reutilizáveis”.


“Embora outras organizações tenham  desenvolvido e já lançado modelos de linguagem semelhantes, estamos  adotando uma abordagem restringida e cuidadosa com a LaMDA para  considerar melhor as preocupações válidas sobre justiça e factualidade”,  disse Gabriel ao Washington Post.

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“O medo é a emoção predominante das massas que ainda estão presas no turbilhão da negatividade da estrutura de crença da (in)consciência de massa. Medo do futuro, medo da escassez, do governo, das empresas, de outras crenças religiosas, das raças e culturas diferentes, e até mesmo medo da ira divina. Há aversão e medo daqueles que olham, pensam e agem de modo diferente (os que OUVEM e SEGUEM a sua voz interior), e acima de tudo, existe medo de MUDAR e da própria MUDANÇA.” – Arcanjo Miguel





 
 
 

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